Exercícios mais intensos

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Manter o peso ideal pode exigir uma cota de sacrifício um pouco maior do que imagina a maioria das mulheres. Um estudo realizado com 34 mil voluntárias na Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que, para evitar um ganho de peso significativo a longo prazo, são necessários no mínimo 60 minutos diários de atividade física com intensidade moderada a intensa, como corrida, bicicleta, dança e outros exercícios aeróbicos.

A pesquisa tinha como objetivo avaliar a mudança de peso nas mulheres com o passar do tempo. Durante 13 anos, foram acompanhadas voluntárias com aproximadamente 50 anos de idade. A cada ano, elas eram submetidas a exames físicos e estéticos e respondiam a questionários sobre seus hábitos. Cerca de 50% das mulheres faziam menos de 150 minutos semanais de atividade física.

Os resultados mostraram que as mulheres em geral apresentam um ganho de 2,3 kg em 13 anos. Aquelas que se exercitam mais e costumam gastar uma hora por dia com atividades físicas têm menor probabilidade de engordar mais do que o esperado ao longo do tempo. Já as que dedicaram menos tempo à atividade física têm 12% a mais de chance de ganhar uma quantidade maior de peso.

Mas as mulheres que não conseguem atingir a meta de 60 minutos diários de exercício não precisam ficar desapontadas. A pesquisa mostrou que, apesar de pouco para a regulação do peso, 150 minutos de atividade física por semana já contribuem para a prevenção de diversas doenças.

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Comer devagar aumenta a sensação de saciedade

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Para diminuir a quantidade de calorias ingerida, coma devagar. Ao longo dos anos, pesquisadores descobriram evidências de que quando as pessoas devoram os alimentos acabam consumindo mais calorias do que quando se alimentam num ritmo mais lento. Um motivo é o efeito da ingestão mais rápida sobre hormônios.

Em um estudo publicado neste ano de 2010, cientistas descobriram que quando um grupo de participantes recebia uma porção idêntica de sorvete em diferentes ocasiões, eles liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Os cientistas coletaram amostras de sangue e mediram a insulina e os hormônios do trato intestinal antes, durante e depois do sorvete. Eles descobriram que dois hormônios que sinalizam a sensação de saciedade mostraram uma resposta mais pronunciada quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.

A sensação de saciedade leva a comer menos, como sugeriu outro estudo publicado no “The Journal of the American Dietetic Association”, em 2008. Nesse estudo, os participantes relataram maior saciedade e consumiram aproximadamente 10% menos calorias quando comeram devagar, em comparação a quando simplesmente “engoliram” os alimentos.

Comer mais devagar pode aumentar a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão de calorias. O importante é diminuir o ritmo e saborear mais os alimentos.

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Treino funcional

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O treino funcional tem se tornado febre nas academias do Brasil. Diferente da musculação, que trabalha grupos musculares distintos em cada exercício, o treino funcional trabalha o corpo de forma global. A modalidade ajuda a perder peso e definir os músculos. Além de estimular a massa muscular, o treino também ativa as funções cerebrais.

Um agachamento sobre uma prancha de desequilíbrio trabalha o abdômen e a coluna. Sobre ela, a pessoa não está somente preocupada com o agachamento em si, mas também estimula o cérebro para manter o equilíbrio.

O treino funcional trabalha coordenação, equilíbrio, força e resistência. Durante o treino, usa-se o sistema neuromotor, que gasta mais calorias do que no treino convencional. Qualquer pessoa pode passar a fazê-lo, tanto homens quanto mulheres. A diferença é que as mulheres preferem dar mais ênfase ao bumbum, enquanto que os homens preferem trabalhar o tronco.

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Evolução dos antidepressivos

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Falar abertamente sobre a depressão nem sempre é fácil, pois há ainda um misto de desconhecimento e preconceito, principalmente com relação aos medicamentos usados no tratamento. Porém, com a evolução da ciência, novas classes terapêuticas surgiram e são cada vez mais eficazes no controle e no tratamento da depressão.
De acordo com o médico assistente do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Navas Demétrio, os medicamentos têm evoluído ao longo dos anos e atuado no organismo de maneira mais eficaz, com diminuição significativa dos efeitos adversos. Entre eles, a pouca interferência no peso e na libido, além de baixa probabilidade de interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais, o que é um ganho para as mulheres.
— Essa nova era do tratamento é marcada por um importante avanço dentro da terceira geração de medicamentos antidepressivos, os chamados duais — afirma Demétrio.
O especialista explica que, nos últimos 20 anos, os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) — considerados antidepressivos de segunda geração — foram os medicamentos mais prescritos para o tratamento da depressão. Eles mostraram eficácia com menores índices de eventos adversos observados nos antidepressivos de primeira geração (chamados de tricíclicos), responsáveis pelo baixo índice de adesão ao tratamento pelos pacientes.
— No entanto, quando se comparam os ISRS aos da terceira geração, estes últimos conseguem um incremento na eficácia do tratamento por atuar também na noradrenalina, além da serotonina — completa o especialista.
Aliada ao tratamento medicamentoso e à psicoterapia, é importante a prática de atividades físicas, pois liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria e bem-estar. Isso acontece porque o cérebro do depressivo apresenta alterações químicas que precisam ser equilibradas, especialmente no sistema nervoso, responsável pelos níveis de humor, alegria, tristeza, energia e interesse.
Pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Organização Mundial da Saúde alerta que nos próximos 20 anos a depressão deverá ser a doença mais comum do mundo, mais prevalente do que enfermidades cardíacas ou câncer. Na divisão entre sexos, a mulher tem maior tendência à depressão do que os homens, segundo Demétrio, por conta das questões hormonais. Ele esclarece ainda que o desequilíbrio químico causado pelo quadro depressivo tem grandes efeitos nos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e na menopausa.
Sintomas da doença
— Humor deprimido
— Perda de interesse em fazer coisas que antes eram motivo de prazer
— Insônia ou muita sonolência
— Falta de concentração e dificuldade de tomar decisões
— Agitação ou lentidão
— Alterações no peso e no apetite
— Fadiga diária
— Sensação de inutilidade
— Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
Segundo Demétrio, a falta de percepção desses sinais dados pelo organismo ou a insistência em interpretá-los como normais ou passageiros pode mascarar a doença, favorecendo uma piora do quadro.
— Ao contrário de uma gripe ou febre, o tratamento deve continuar por vários meses após o desaparecimento dos sintomas. Caso contrário, poderá haver uma recaída do paciente. Por isso que a orientação médica é tão importante na remissão da depressão — conclui o especialista.
Alguns tipos de depressão
— Bipolar: alterna períodos de euforia e de estabilidade
— Psicótica: com delírios ou alucinações 
— Atípica: padrão diferente do habitual, com aumento do peso e apetite
— Pós-parto
— Sazonal: relacionada à época do ano, geralmente outono e inverno 
— Melancólica ou endógena: depressão típica
— Distimia: depressão leve, crônica, de curso variável

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Dieta saudável faz bem à visão

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Vários estudos já comprovaram os benefícios da alimentação saudável, com redução de carne vermelha, açúcar e sal, frituras e gordura trans. O que pouco se fala é que, além de prevenir diversos tipos de câncer e doenças do coração, uma dieta bem equilibrada também tem o poder de retardar ou atenuar doenças oculares.
— Obviamente, é preciso tomar uma série de medidas para o bem da saúde em geral, não apenas mudar os hábitos de alimentação. Combater o sedentarismo, realizar check-ups regulares, usar protetor solar todos os dias (inclusive quando não há sol) e, principalmente, parar de fumar são atitudes que contribuem grandemente para fortalecer o organismo. Mas uma dieta bem elaborada, privilegiando alimentos antioxidantes, que combatem o envelhecimento, pode trazer grandes benefícios, retardando doenças como a degeneração macular, catarata, olho seco e tantas outras — diz o oftalmologista Renato Neves.
De acordo com o especialista, todas as dietas saudáveis devem incluir grandes quantidades de frutas, legumes e verduras frescas — que podem ser consumidas ao longo do dia.
— Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos. Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C — diz Neves.
Na opinião do médico, as pessoas ainda devem procurar fontes de ômega-3 e reduzir a ingestão de sódio. Peixes, castanhas, óleo de linhaça e canola contribuem também para evitar a síndrome do olho seco _ tão comum nas grandes cidades e na terceira idade.
— Se alguns alimentos contribuem para a saúde dos olhos e para o bem-estar do paciente, o sódio pode colocar tudo a perder quando ingerido em altas quantidades, levando ao desenvolvimento de catarata. Por isso é tão importante ficar de olho nas embalagens e preferir comprar alimentos prontos com baixa quantidade de sódio.
Pessoas que não têm restrições médicas — como quem faz uso de determinados remédios de uso contínuo, gestantes ou mulheres que estão amamentando — podem tirar grande proveito dos complexos vitamínicos, contribuindo para ter uma visão melhor por mais tempo.
Na opinião de Neves, as cápsulas são bastante úteis para quem não consegue se adequar à dieta de forma natural. O médico ainda sugere uma “salada para os olhos”. Confira:
— 1 maço de espinafre cortado
— 6 folhas frescas de alface romana
— 2 cenouras raladas
— 1 berinjela pequena levemente cozida e cortada em cubos
— 1 maço de brócolis
— Cubinhos de pimentões amarelo, vermelho e verde, sem pele
— 6 couves-de-bruxelas
— Sementes de linhaça dourada
— Castanhas-do-pará trituradas
Molho
— 2 colheres (sopa) de óleo de canola
— Suco de um limão
— 2 colheres (sopa) de vinagre de maçã
— 1 filé de anchova ralado
— 1 gema de ovo
— 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
— 100g de queijo parmesão

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Droga contra Asma

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O Instituto Butantan desenvolveu um remédio para o combate da asma, sem os efeitos colaterais do corticoide. A droga, produzida a partir do veneno do peixe Niquim,  possui propriedades anti-inflamatórias que atuam de forma mais eficiente que os tratamentos já existentes. O Butantan já patenteou a droga no Brasil e está em processo de registro em outros oito países.

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Azeite de oliva auxilia no combate a obesidade

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Uma pesquisa divulgada recentemente pela Universidade de Campinas (UNICAMP) revelou que dietas ricas em gorduras saturadas promovem a lesão de uma região do cérebro chamada hipotálamo, responsável pelo controle da fome e do gasto energético, e fazem as pessoas consumir mais calorias.

A fim de encontrar uma solução para esse problema, os pesquisadores descobriram também que o azeite de oliva é capaz de trazer sensação de saciedade, o que evita a vontade de comer mais do que o necessário. Os ácidos graxos monoinsaturados presentes no azeite podem impedir a inflamação do hipotálamo, o que evita a obesidade. Além disso, os ácidos graxos monoinsaturados aumentam a produção do hormônio GLP 1 no intestino, que promove a saciedade.

De acordo com as nutricionistas da Rede Mundo Verde, Thaís Souza e Natália Lautherbach, o ideal é consumir em torno de 15 ml e 30 ml por dia. O azeite pode ser acrescido em saladas ou no prato já servido. Para preservar suas características químicas, deve ser armazenado em local fresco e ao abrigo de luz.

Além de ser usado contra a obesidade, o azeite também tem ação antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento da pele. Outro ponto positivo é que o alimento reduz o colesterol e previne doenças cardiovasculares.

Apesar dos benefícios, é bom alertar que o azeite não deve ser aquecido, para que a boa gordura não se transforme em saturada.

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Iniciados os testes clínicos com células-tronco embrionárias

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Um paciente nos Estados Unidos é o primeiro a receber células-tronco embrionárias, anunciou a empresa de biotecnologia Geron, conforme o site G1. “O começo do teste clínico GRNOPC1 é uma etapa importante para as terapias humanas baseadas nas células-tronco embrionárias”, afirmou em comunicado Thomas Okarma, presidente da Geron.

O principal objetivo do teste clínico de fase 1 é avaliar a segurança e a tolerância às células derivadas de células-tronco embrionárias, as GRNOPC1 nas pessoas paralisadas depois de uma lesão na medula. Um dos receios entre os pesquisadores é que as células-tronco acabem gerando tumores. Os participantes no estudo devem ter sofrido lesão recentemente e receber as GRNOPC1 em um período de menos de 14 dias.

A esperança é que as células-tronco se desloquem até o local da lesão e liberem compostos que ajudem os nervos lesionados da medula a se regenerar.

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Nova York contra a obesidade

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Prefeito e governador se unem contra obesidade; indústria acusa Estado de ditar comportamentos

A cidade de Nova York expandiu sua campanha contra a obesidade na última quinta-feira, com uma proposta para proibir o uso de vale-refeição para a compra de bebidas com excesso de açúcar, provocando queixas da indústria de bebidas de que essa é mais uma tentativa do governo de dizer às pessoas como se comportar.  

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o governador do Estado, David Paterson, pediram ao governo dos Estados Unidos para proibir a compra de refrigerantes e sucos de fruta adoçados com tickets de refeição – comprovantes federais usados por 42 milhões de americanos de baixa renda para comprar comida. O veto teria duração de dois anos. 

Cerca de 1,7 milhão de moradores da cidade de Nova York e 2,9 milhões em todo o Estado recebem o benefício. Os cupons já não podem ser usados para adquirir outros produtos considerados nocivos, como álcool e cigarro. O Departamento de Agricultura dos EUA, que administra o programa de vale-alimentação, disse em comunicado que vai “rever e analisar” a proposta de Nova York. 

O prefeito e o governador atribuem às bebidas adoçadas o papel de maior contribuinte individual para a epidemia de obesidade. “Isso é tão simples. Não é como uma doença como o câncer, que não sabemos como curar. Basta parar de ingerir calorias extras”, afirmou Bloomberg em entrevista coletiva. 

“Não há nada errado com um consumo ocasional. Mas as crianças estão ingerindo uma enorme quantidade de bebidas repletas de açúcar, e deveriam aderir às dietéticas. Portanto, da próxima vez que uma dessas empresas fizer um apelo, desculpe-me. A vida dos nossos filhos é mais importante que qualquer outra coisa”, disse Bloomberg. 

O prefeito tem usado o poder do governo municipal para promover outras medidas sanitárias, incluindo uma campanha para reduzir o sal e proibir gorduras trans nos alimentos servidos em restaurantes, além de uma exigência para que as redes divulguem a quantidade de calorias de seus produtos. 

Em 2003, a cidade de Nova York proibiu o cigarro em bares e restaurantes, gerando protesto de fumantes e não fumantes, que viam esse caso como uma intervenção do governo na vida privada das pessoas. Com o tempo, a lei se tornou amplamente aceita. 

O governador Paterson também tem procurado combater a obesidade e levantar dinheiro com uma proposta de imposto sobre bebidas doces, mas o projeto teve oposição na Assembleia Legislativa do Estado, sob pressão de lobby da indústria de sucos e refrigerantes. 

A Associação Americana de Bebidas criticou a proposta como “outra tentativa do governo de dizer aos nova-iorquinos o que devem comer e beber, e só terá um impacto injusto para aqueles que podem pagar menos”. 

Quase 40% das crianças que estudam em escolas públicas de Nova York estão obesas, enquanto as taxas totais de obesidade nos agregados familiares mais pobres giram em torno de 30%, em comparação com 17% nas famílias mais ricas, informaram a prefeitura e o governo em declaração conjunta.

 As doenças relacionadas à obesidade custam ao Estado de Nova York cerca de US$ 8 bilhões (R$ 13,28 bilhões) por ano em atendimento médico, segundo o comunicado.

Reuters

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Nobel de Medicina 2010

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O Prêmio Nobel de Medicina em 2010 foi atribuído ao pioneiro da fecundação in vitro, o britânico Robert Edwards, mais de 30 anos depois do nascimento do primeiro bebê de proveta, anunciou nesta segunda-feira o Comitê Nobel do Instituto Karolinska em Estocolmo.

Louise Joy Brown nasceu em 25 de julho de 1978. A menina foi o resultado concreto das pesquisas do professor Edwards, que ao lado do colega ginecologista Patrick Steptoe – falecido em 1988 – conseguiu fecundar uma célula em laboratório.

Desde Louise Brown, quase quatro milhões de crianças já nasceram graças à fertilização in vitro.

O professor Edwards, 85 anos, foi premiado pelo “desenvolvimento do tratamento da fecundação in vitro. Suas descobertas tornaram possível o tratamento da esterilidade que afeta uma grande parcela da humanidade e mais de 10% dos casais no mundo”, explica o comunicado do Comitê Nobel.

Devido à saúde frágil, o cientista não teve condições de comentar o prêmio, segundo o comitê. Há alguns anos ele contou que chegou a ser chamado de “louco”.

“Ninguém queria assumir riscos éticos. Me disseram que as crianças não seriam normais”, afirmou à agência sueca TT.

Mas nesta segunda-feira, o júri do Nobel afirmou que a terapia é uma “etapa importante no desenvolvimento da medicina moderna”.

O processo aplicado pelo professor Edwards consiste em fertilizar um óvulo em laboratório e deixar que o embrião inicie o desenvolvimento antes de implantá-lo no útero de uma mulher, onde se desenvolverá normalmente.

“Na minha opinião, é um Nobel amplamente merecido. Estou surpreso que tenha saído tão tarde”, declarou à AFP o professor Martin Johnson, da Universidade de Cambridge, que trabalhou com Edwards nos anos 60 e elogiou o antigo mentor como “extraordinário, sempre otimista”.

“Ele perseverou apesar de vários anos de críticas. Soube levar a obstetrícia e a ginecologia à idade moderna”, completou.

Trigésimo britânico a receber um Nobel de Medicina, o professor Edwards nasceu em 1925 na cidade de Manchester.

Depois de ter prestado serviço militar na Segunda Guerra Mundial, estudou Biologia na Universidade de Gales e depois na Universidade de Edimburgo (Escócia), onde apresentou em 1955 uma tese sobre o desenvolvimento embrionário nos ratos.

Mais tarde, já em Cambridge, fundou com o professor Steptoe o primeiro centro mundial de fecundação in vitro, a Bourn Hall Clinic, e hoje é professor emérito da Universidade de Cambridge.

“Bob Edwards é um de nossos maiores cientistas. Seu trabalho inspirador no início dos anos 60 levou a um grande avanço, que melhorou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo”, declarou Mike Macnamee, diretor da Bourn Hall.

“Todas as pessoas que trabalharam com ele e foram tratadas por ele têm um grande afeto por ele. Estou muito feliz que meu grande mentor, companheiro de trabalho e amigo tenha sido reconhecido desta maneira”, completou Macnamee.

A temporada do Nobel prossegue na terça-feira com o anúncio do vencedor do Prêmio de Física.

Os prêmios – um diploma, uma medalha e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (mais de um milhão de dólares) – serão entregues em Estocolmo e Oslo no dia 10 de dezembro, data da morte de seu fundador, o inventor sueco Alfred Nobel.

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