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Nesse domingo de carnaval também se comemora no Brasil, desde 1993 quando a data foi criada pela Lei Zico, o Dia do Esportista (19.02). O objetivo é promover uma maior conscientização na população sobre a importância para a saúde da prática regular de esportes nas mais diversas modalidades.
Mas as vantagens de praticar um esporte vão muito além da saúde, e influenciam positivamente na vida pessoal e profissional. É que com o esporte, desenvolve-se habilidades diversas e muito produtivas, tais como: Trabalho em equipe, concentração e foco, disciplina, equilíbrio emocional, planejamento para alcançar metas e resiliência.
E para quem acha difícil começar ou manter o hábito da prática esportiva, a história de Robson Fergusson Borges dos Santos é inspiradora, uma prova do quanto o esporte é importante na vida.
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Ele é paraense mas radicado em São Luís há muitos anos. Atualmente com 42 anos de idade, é casado e pai de dois filhos adultos. Profissional da área de logística, Robson trabalha como comprador no Grupo Fribal. Ele revela que desde muito jovem praticava esportes como futebol, basquete e vôlei.
“Sou da década de 80 na qual se praticava muitas modalidades. Mas dentre todas, sempre gostei muito de futebol, era meu esporte favorito e praticava muito. Foi então que comecei a praticar também a corrida de rua, com o intuito de melhor meu condicionamento físico para uma melhor performance no futebol. Só que tomei gosto pela corrida até se tonar um hábito” conta Robson.
Mas um acontecimento grave e marcante acabou afastando Robson temporariamente dos esportes. Aos 28 anos ele sofreu um sério descolamento de retina, e acabou ficando com baixa visão. Ele conta que não foi fácil adaptar-se à nova realidade da deficiência visual parcial. Foi preciso ir aos poucos, voltando a realizar tarefas simples, mas que se tornaram um verdadeiro exercício de superação, incluindo a corrida.
“Devido à deficiência visual eu tinha medo de correr e acabei parando. Até que meu irmão mais novo Alexandre Borges dos Santos, que também é corredor, me convidou um dia para correr com ele em 2018. Eu fui bem receoso, mas encorajado pela ajuda dele, concordei em tentar. Aos poucos e respeitando meus limites, voltei a praticar a corrida. No começo só corria acompanhado, até que fui ganhando confiança e reaprendi a correr sozinho também. Prefiro correr na praça perto de casa onde conheço bem o trajeto, assim como na Litorânea e nos Parques do Rangedor e Itapiracó que têm bons circuitos” relembrou Robson.
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Antes da deficiência visual ele corria todos os dias. Atualmente, intercala as corridas com a prática da musculação que faz todas as noites. Assim, a rotina de corridas agora se resume a trajetos de 5 Km, 3 vezes por semana, de manhã bem cedo antes do trabalho; e nos finais de semana, quando gosta de correr na Av. Litorânea. E para Robson a corrida além de aliviar o stress, trouxe outros benefícios:
“Me sinto muito melhor correndo, pois além do bom condicionamento físico, a corrida me proporciona mais foco, e melhorou também a minha concentração no trabalho. Sem falar no aspecto motivacional que a superação traz. Hoje estou motivando, e mesmo respeitando meus limites, já sonho em correr uma meia maratona, estou me preparando para isso. O esporte te traz novos sonhos e isso é o que nos move na vida, por isso recomendo a todos serem esportistas” declara Robson.
O exemplo de garra e superação de Robson acabou contagiando seus colegas de trabalho no Grupo Fribal. A empresa já patrocina atletas profissionais e projetos esportivos, o que também acaba influenciando positivamente seus colaboradores. O Vice – Presidente da empresa, Gustavo de Oliveira também é corredor e maratonista, e sempre apoia Robson com as inscrições dele em provas do circuito Trackfield de Corridas. Outro colega, o analista de dados da área financeira da Fribal Alexandro Alves de Oliveira começou a correr com Robson, e incentivado por ele, não parou mais. Hoje disputam algumas provas juntos e são propagadores dos benefícios da corrida.
Desde que voltou às corridas em 2018, Robson já disputou provas em trajetos de 5km, 10km, 12km e 15km. Ele conta que não compete para vencer e chegar nas primeiras colocações, mas como forma de melhorar seu desempenho.
“Respeito meus limites e quando disputo provas foco em melhorar meu tempo, mas sem forçar. A minha competição é pessoal, comigo mesmo. E tenho vencido muitos limites, sempre saio mais forte de cada prova e me sinto sim um campeão por tudo o que já consegui superar” revela emocionado Robson.