A presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Cleonice Silva Freire, negou o pedido feito pela defesa da prefeita afastada de Bom Jardim, Lidiane Leite (sem partido), de afastamento afastar a prefeita em exercício, Malrinete Gralhada (PMDB), do comando da prefeitura.
O pedido protocolado pelo advogado Tibério Mariano Martins Filho, em nome de Lidiane Leite e do município de Bom Jardim, contestou a posse de Malrinete Gralhada e apontou como uma “verdadeira e grave ingerência do Poder Judiciário sobre as esferas de atuação do Poder Executivo Municipal, interferindo na ordem administrativa geral”. Tibério aparece como novo defensor de Lidiane depois que o advogado Carlos Sérgio de Carvalho abandonou o caso.
A vice-prefeita, Malrinete Gralhada (PMDB), tomou posse do cargo de prefeita, após a cidade ficar sem gestor desde que Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, fugiu após ter a prisão decretada pela “Operação Éden”, da Polícia Federal.
A prefeita Lidiane Leite está foragida há mais de duas semanas. Ela é por suspeita de fraudes em licitação e desvio em recursos de merenda escolar e está sendo procurada pela Polícia Federal. A Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra Lidiane.
Vaidosa, 25 anos, Lidiane exibe nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade de 40 mil habitantes à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil.
Ela foi eleita quase que por acaso, já que substituiu a candidatura inicial do seu partido: o seu namorado à época, Beto Rocha, foi impedido de concorrer por ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Carros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, eram exibidos por ela nas redes sociais e dai ganhou o apelido de prefeita ostentação.Entretanto, no seu registro na Justiça eleitoral, candidatou-se pela coligação ‘A esperança do povo’, com ensino fundamental completo e ocupação declarada ‘estudante, bolsista, estagiário e assemelhados’.