Uma luz no fim do túnel

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Um querido amigo meu, cujo posicionamento político e ideológico é de esquerda, mas é um sujeito descente e coerente, com quem se pode manter um bom e respeitoso diálogo, ligou para mim assim que soube da notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia decidido conceder a prisão domiciliar para Debora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que pichou a estátua da Justiça, no dia 8 de janeiro de 2023.

Esse meu amigo se disse intrigado com o motivo de o ministro ter resolvido repentinamente conceder a prisão domiciliar que já vinha sendo pedida há dois anos pelos advogados da acusada e nunca havia sido concedida. Ele estava em dúvida se havia sido porque só agora a PGR havia pedido que fosse concedida a prisão domiciliar, ou se foi pelo fato do ministro Fux ter pedido vistas do processo de julgamento de Débora para avaliar sua culpabilidade e a dosimetria da pena atribuída a ela.

Disse a ele que eu acredito que a PGR não havia pedido que a acusada tivesse a prisão domiciliar concedida porque estava fazendo tudo de acordo com o que o ministro Alexandre de Moraes havia estabelecido, que em minha opinião estava claro que havia ali um conluio, mas também por causa do pedido de vista feito pelo ministro Fux, o que demonstra claramente o quanto esse caso agrediu de forma contundente o senso geral e a opinião pública, a ponto de gerar essa tomada de decisão por parte do tirânico ministro.

Em minha conversa com aquele amigo, procurei fazer com que ele visse o quanto é absurda toda essa história. Depois de dois anos presa, uma mulher que não oferece nenhum perigo a sociedade nem ao processo no qual é acusada de crime, mãe de dois filhos menores, passa a desfrutar do direito a prisão domiciliar, assim, num estalar de dedos, quando antes isso lhe era negado de forma absurda.

A única explicação plausível para essa repentina mudança de direção neste caso é o fato de que Alexandre de Moraes, assim como outros ministros, passaram a entender que a opinião pública brasileira não tem a menor intenção de aceitar as arbitrariedades que vêm sistematicamente acontecendo nos caso referentes a 8 de janeiro de 2023.

Repentinamente ministros que antes não admitiam a mínima possibilidade de conceder qualquer direito a pessoas que, apesar de terem cometidos crimes, têm direitos constitucionais que não podem ser desconsiderados apenas e tão somente para marcar uma posição punitiva de nossa suprema corte. Agir com desrespeito a esses direitos nega a função primordial do tribunal, que é defender e zelar pelas leis brasileiras, aplicando-as de forma correta e imparcial.

No final da conversa com o meu querido amigo ele me confidenciou sobre sua dupla preocupação, com a qual eu concordo plenamente. Precisamos apurar todos os acontecimentos que envolvem a possível tentativa de golpe de estado alegada pelo STF, mas não podemos admitir que essas apurações sejam contaminadas por qualquer espécie de partidarismo ideológico ou eleitoral, nem por antipatias por esta ou aquela pessoa, pois se assim o for, todo o trabalho de combate ao alegado crime fica completamente inviabilizado e causa um estado de coisas que gera uma situação criminal tão grande quanto a que se deseja punir.

Fiquei extremamente feliz com o fato de que eu, com posicionamento na direita e aquele meu amigo colocado na esquerda do espectro ideológico, tenhamos conseguido ter opinião idêntica quanto a isso.

Para nós dois ficou claro que os vândalos de 8 de janeiro de 2023 precisam ser investigados, processados, julgados e penalizados na medida de suas culpas, sem acrescentar na balança da justiça a mão pesada do juiz que deseja fazer com que casos como aqueles sirvam meramente de exemplo, coisas que eles não fazem com outros tipos de réus, culpados de crimes muito piores.

Da mesma forma concordamos que o chamado comando do golpe precisa ser processado, pois se ocorreu realmente uma tentativa de abolir de forma violenta nosso regime democrático, isso não pode ficar impune.

Saber que pessoas que pensam de forma diferentes podem concordar em alguns aspectos importantes e decisivos, é um grande alívio, pois é sinal de que ainda existe uma possibilidade de pacificar nosso país através da coerência e do bom senso, e que existe uma luz no fim do túnel.

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Debora

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A mulher que aparece no vídeo constante do link abaixo, Debora Rodrigues do Santos, assim como algumas outras pessoas arroladas como terroristas que tentaram dar um golpe de estado e destruir a democracia de nosso país, não precisa de anistia. É imperativo que ela, e outros na mesma situação dela, tenham um julgamento justo.

Se considerada culpada, que o seja, pelos crimes verdadeiros que ela tenha cometido e não pelos alegados crimes imputados a ela de forma criminosa por nosso sistema judicial.

Não é aceitável que a suprema corte de justiça do Brasil seja responsável pela implantação em nosso país de um regime jurídico de exceção apenas para atingir e eliminar pessoas que esse mesmo sistema judicial não deseja ver como protagonistas da cena política nacional. Quem tem que escolher os protagonistas da política brasileira são os quase 160 milhões de eleitores do Brasil e não 11 juízes, não concursados, indicados pelo Poder Executivo e referendados pelo Senado Federal, que têm demonstrado não estarem à altura da missão que lhes foi delegada.

Nos processos referentes aos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023, se observa que os julgadores não promoveram a individualização das culpas dos réus, o que gerou consequentemente a não individualização de suas penas, garantia constitucional prevista no inciso XLVI do artigo 5º da nossa Constituição, bem como em  nosso Código Penal em seu artigo 59 e em nosso Código de Processo Penal em seu artigo 386, inciso III.

Se não desejassem claramente subverter o devido processo legal e torpedear o estado democrático de direito, bastaria que os responsáveis por esses processos tivessem cumprido irrestritamente o que mandam e impõem os dispositivos legais citados acima.

Arrolar pessoas insatisfeitas com os acontecimentos de nosso país, que claramente cometeram crimes menores como de depredação do património público e até mesmo de agressão física, como tendo participado de uma tentativa de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático, só serve para tentar atingir de maneira mais contundente aqueles que podem realmente ter tentado perpetrar algum tipo de golpe conta o governo legalmente eleito e estabelecido em nosso país.

É contra essa tentativa de imputar a pessoas de menor culpa, culpas que não cabem a elas, que eu me levanto e protesto.

Se desejam e se encontrarem provas reais, verdadeiras e suficientes para condenar aqueles que desde o dia 26 de março de 2025, passaram a ser réus em processo de tentativa de golpe de estado e outros crimes, que o façam, mas não usem para isso, pessoas que não contribuíram real e verdadeiramente para tais atos.

Fazer isso caracteriza além de extrema crueldade, crime contra nossa constituição e deveria ser penalizado de forma tão dura quanto os atos de tentativa de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático.

https://x.com/folha/status/1905047697179959620

https://x.com/folha/status/1905047697179959620
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Uma metáfora explica bem

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O que você diria se soubesse que o ex-jogador Zico seria o árbitro da partida final do campeonato brasileiro de futebol, entre o time do Flamengo e o time do Corinthians? E mais, que um dos auxiliares, ou bandeirinhas, seria alguém que disse certa vez que o Corinthians é encarnação do próprio satanás, enquanto o outro auxiliar, teria sido indicado pela presidente do palmeiras, maior rival do Corinthians?

Bem, já que você que me lê agora não pode responder, aqui no texto, eu mesmo responderei. Eu acredito que todos teriam a mesma reação quanto a essa pergunta. O senso comum certamente reagiria com profunda suspeição, uma vez que todos sabem que Zico foi o maior ídolo da história do Flamengo, que ele é declaradamente apaixonado pelo clube, fatos que por si só o impediria de figurar como juiz dessa partida.

Fico imaginando, na cabeça de quem pode passar a possibilidade de Zico ser indicado para apitar uma partida entre Flamengo e Corinthians, ainda mais sendo numa disputa pelo título de campeão nacional! Isso é algo inconcebível.

A maioria das pessoas provavelmente diria algo como: “Isso não é uma coisa correta. Ele certamente não conseguiria ser imparcial!”, ou, “Zico é flamenguista, como vai ser juiz em um jogo do Flamengo? Isso não deveria jamais acontecer” ou ainda, “Mesmo que ele tente ser justo, mesmo que ele apite a partida com correção e imparcialidade, vai sempre pairar dúvida.”

Para a opinião pública, a percepção de imparcialidade, que é tão importante quanto a própria neutralidade em um árbitro ou juiz.

Em termos jurídicos, esse seria um caso típico de “suspeição” ou “impedimento”, pois o árbitro tem ligação objetiva ou afetiva com uma das partes.
Na Justiça, isso se aplica a juízes que têm relação pessoal, profissional ou emocional com o réu ou com a causa.

Quanto aos auxiliares (bandeirinhas), um deles tem um histórico público de animosidades contra um dos contendores, neste caso o Corinthians. Acredito que quase a totalidade das pessoas que soubessem dessa animosidade histórica entre o auxiliar do juiz, o sujeito que vai marcar os impedimentos e as faltas naquela sua região do campo, com um  dos times, todos iriam pensar que este auxiliar não deveria atuar no jogo.

No que diz respeito ao outro auxiliar, aquele que teria sido indicado pela presidente do Palmeiras, maior rival do Corinthians, não vejo maiores problemas quanto a isso, em que pese esse procedimento não ser muito republicano. Quanto a participação deste auxiliar, não acredito que haveria grande oposição, como certamente teria quanto aos outros dois citados anteriormente.

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Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.

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Ontem publiquei um texto onde em certa altura digo que: “Quanto às acusações que recaem sobre o dito comando do golpe de estado, acredito serem possível que tais ações tenham sido cogitadas, e caso elas fiquem realmente comprovadas, caso as provas referentes a isso sejam minimamente verdadeiras e consistentes, os processos e julgamentos devem ocorrer, mas qualquer coisa que tenha havido quanto a isso, penso que é evidente que em nada envolvem as pessoas que participaram dos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, essa ilação é meramente circunstancial e como tal não comprova envolvimento e como prova não tem valor”.

Baseado nessa minha afirmação, desejo apoiar meu texto de hoje e deixar registrada a minha opinião sobre o julgamento da admissibilidade da denúncia feita pelo MPF contra Bolsonaro e outros sete envolvidos na suposta tentativa de golpe de estado.

Acredito que a referida denúncia deva ser, e ela será, aceita pela primeira turma do STF, só espero que o processo e o julgamento transcorra em estado de normalidade jurídica, fato que não tem sido observado em diversas ocasiões e situações neste e em outros processos que estão sendo politizados pela Suprema Corte.

A culpabilidade das pessoas que passam agora a ser processadas e que certamente serão julgadas e condenadas, diferem em muito daquelas que cometeram simplesmente atos de vandalismo e depredação do patrimônio público, mas um juiz arbitrário, inquisitorial, alguém que no século XIX, seria facilmente tipificado por Ferri e Lombroso como um meliante, delinquente, um marginal, dono de arrogância e prepotência tirânica, um Torquemada moderno, resolveu arrolar aquelas pessoas num processo erradamente instruído em uma instância indevida, apenas para espetacularizar esse caso, que é gravíssimo no contexto de uma possível tentativa de golpe de estado, mas que é de muito menor gravidade no que se refere ao vandalismo cometido por pessoas do povo.

Quero deixar bem claro que minha voz só se levanta em defesa daquilo em que acredito, e acredito que os vândalos de 8 de janeiro de 2023, não concorreram em nada para o cometimento de um possível golpe de estado. Imaginar uma coisa dessas só é possível na cabeça de alguém mal-intencionado.

Abro aqui um parêntese para comentar o julgamento pelo STF, da ainda deputada Carla Zambelli, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Em que pese eu não ter me aprofundado muito na análise deste caso, acredito que a condenação da ré faz todo sentido, pois os fatos e os vídeos levam a crer na culpa dela, apesar de todas as alegações da defesa.

Digo isso para comprovar que, quando a justiça transcorre de maneira correta, não se deve e não se pode ficar contra ela, mas que quando vemos o judiciário, em qualquer um dos seus degraus e compartimentos, verticais ou horizontais, cometer desatinos, nos calarmos significa compactuar com a maior forma de crueldade e injustiça. É inaceitável que quem tem por dever constitucional fazer a justiça, promova a injustiça, de forma premeditada e cruel.

Qualifico um membro do judiciário prevaricador, como sendo mais criminoso que um contraventor ou um traficante de drogas, em alguns casos seu crime pode ser comparável ao de um abusador de menores ou mesmo de um homicida, mas o pior de todos são aqueles hipócritas que com a desculpa de defender nossa constituição, cometem crimes odientos contra ela e os direitos que ela garante ao povo brasileiro.

A foto que ilustra esse texto, me foi enviada ontem por um amigo. Ela mostra a estátua “ A Justiça” da lavra do escultor Alfredo Ceschiatti, que está posta, desde 1961, em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e é a mesma que foi pichada com a frase “Perdeu Mané”, por Debora Rodrigues dos Santos, em 8 de janeiro de 2023. Esta foto foi registrada em 2016, quando foi vandalizada em uma manifestação política. Não se tem notícia de que aqueles vândalos tenham sido presos ou processados.

É contra esse estado de coisa que eu levanto minha voz, e a levantarei todas as vezes que eu acreditar ser necessário.

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O que penso sobre o atual momento pelo qual passa nosso país.

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Fico imaginando se alguém acredita realmente que quebrando prédios, os vândalos que depredaram a Praça dos Três Poderes tinham a intenção de derrubar o governo? Como é mesmo que isso poderia acontecer? Quem controlava o exército e as forças de segurança do país, quem era o comandante em chefe das forças armadas no dia 8 de janeiro de 2023?

Não existiu em lugar algum, em tempo algum, no mundo, nenhum golpe de estado, que não tivesse apoio das forças armadas, logo essa conversa de golpe de estado naquele 8 de janeiro, é papo totalmente furado. Se os idiotas bolsonaristas fossem dar algum golpe, isso teria que ter sido tentado enquanto eles estivessem no poder, com um mínimo de controle da situação, já que jamais eles tiveram o total controle dela.

O que aconteceu em 8 de janeiro de 2023 foi uma manifestação completamente atabalhoada e desorganizada, sem comando, motivada por uma insatisfação injustificada pelo resultado da eleição, que ao contrário do que dizem aqueles que foram derrotados nas urnas, não foi fraudulenta, em que pese a parcialidade evidente da justiça e da imprensa em favor de um dos lados da disputa.

A imensa manifestação daquele grupo foi claramente facilitada e em muitos aspectos incentivada pelo sistema de segurança dos governos tanto local como federal. Quem é que pode imaginar que pessoas armadas com pau e pedras poderiam enfrentar tropas da polícia e do exército bem equipadas e em carros de combate?

A narrativa de abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de estado não se sustenta se colocada em uma simples planilha de análise de situação, feita por qualquer estrategista de defesa.

Quanto as acusações que recaem sobre o dito comando do golpe de estado, acredito serem possível que tais ações tenham sido cogitadas, e caso elas fiquem realmente comprovadas, caso as provas referentes a isso sejam minimamente verdadeiras e consistentes, os processos e julgamentos devem ocorrer, mas qualquer coisa que tenha havido quanto a isso, penso que é evidente que em nada envolvem as pessoas que participaram dos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, essa ilação é meramente circunstancial e como tal não comprova envolvimento e como prova não tem valor.

A tentativa de enquadrar os eventos de 8 de janeiro como parte do suposto golpe de estado, é para configurar um cenário maior do que aquele que realmente aconteceu, para dizer que havia apoio de parte da população, o que não é verdade de forma alguma.

A população brasileira jamais apoiaria um golpe de estado, por mais que ela tivesse decepcionada com o resultado eleitoral. A maioria, para não dizer que quase a totalidade do povo brasileiro, incluindo aí aqueles que abominam os partidos e os políticos de esquerda, a política praticada e a ideologia que eles defendem, jamais se levantariam contra a democracia brasileira, quem diz o contrário, faz isso na intenção de dominar o cenário, colocando como vítima um dos nossos bens mais caros e preciosos, a nossa democracia, que está sendo vilipendiada na verdade por um judiciário que usurpa os demais poderes, estraçalha as nossas leis e macula nossa Constituição.

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Quando um general, casca grossa e ditador, deu aula de tolerância e democracia.

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Eu assisti, mas confesso que não me lembrava deste importante e histórico discurso (veja link abaixo). Não importa que se discorde de colocações ideológicas contidas nele. O que importa, é que aquele general, reconhecidamente um casca grossa intratável, promoveu uma anistia àqueles os quais se opunha e em algum grau, odiava.

Já lá se vão 46 anos e eu tinha apenas 19. Depois disso, lembro que fiz uma entrevista, para um trabalho da faculdade, com dois anistiados, que mais tarde viriam a ser meus colegas na Câmara dos Deputados, Cid Carvalho e Neiva Moreira.

A anistia feita pelo governo militar devolveu direitos e liberdade a guerrilheiros, terroristas, assaltantes de banco, assassinos e também a políticos e pessoas comuns, que pegaram em armas para tentar impor ao nosso país o seu modelo de sociedade e seu padrão de vida.

Muitos daqueles anistiados de 1979 assim como outros com igual posicionamento político e ideológico, hoje se opõem a conceder anistia para algumas pessoas que foram processadas, julgadas e condenadas por terem apenas e tão somente vandalizado os prédios sede dos poderes da república, pessoas que agiram sem usar armas de fogo ou mesmo arma branca, que não assaltaram, que não sequestraram ou mataram pessoas.

Pessoas que foram investigadas, processadas, julgadas e condenadas fora do devido processo legal e do pleno estado democrático de direito.

São aqueles que foram anistiados pelos crimes graves que cometeram que negam anistia à pessoas que cometeram apenas o crime de se manifestar de maneira inadequada, destruindo o patrimônio público.

Para que se comprove o absurdo que está acontecendo, façamos uma comparação simples. A terrorista e guerrilheira Dilma Rousseff, que participou de assaltos, sequestros e assassinatos foi anistiada em 1979 e depois chegou a ser eleita presidente de nossa república, já Débora Rodrigues dos Santos, mãe de duas crianças, está presa há dois anos por ter pichado com um batom a estátua que fica em frente ao prédio do STF, e a essa mulher, aqueles que outrora foram criminosos violentos e foram anistiados pela ditadura militar em 1979, não aceitam perdoar o crime de vandalismo.

Há algo muito errado nisso tudo e eu temo as repercussões que esses acontecimentos possam gerar.

Assista o vídeo no link abaixo e veja um general casca grossa e ditador ensinar para esses esquerdistas canalhas, como eles deveriam agir. 

https://x.com/Guga_1news/status/1901864241734299912
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Sobre anistia

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Quero deixar uma coisa total e definitivamente bem clara!…

NÃO SOU FAVORÁVEL A CONCESSÃO DE ANISTIA PARA AS PESSOAS QUE PARTICIPARAM DOS ATOS DE VANDALISMO OCORRIDOS EM 8 DE JANEIRO DE 2023, NA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, EM BRASÍLIA.

Sou favorável a revisão e a anulação dos processos referentes a essas pessoas, e consequentemente as suas condenações, tendo em vista os graves erros processuais e a absurda falta de respeito e cumprimento do devido processo legal, quanto aos abusos de poder cometidos pelos órgãos da justiça nesses casos, pela falta da justa, honesta e correta apuração dos fatos, quanto a inobservância da individualização das acusações, isso durante a fase de processos e julgamentos, e quanto a aplicação e dosimetria das penas, quando do estabelecimento das sentenças.

Sou também favorável a apuração de todas as arbitrariedades cometidas pelas pessoas e pelos órgãos que compõem o nosso sistema jurisdicional, que tenham agido ou atuado, direta ou indiretamente nesses casos, como a polícia, o Ministério Público, os juízes individualmente e os tribunais colegiadamente, bem como agentes administrativos que possam ter prevaricado em suas atuações, como gestores estatais, tais como ministros de estado ou seus subordinados, para que ao final dessas apurações, sejam, conforme cada caso, processados, julgados e sentenciados, cada um conforme seus graus de envolvimento.

Quanto a Bolsonaro e aos outros indiciados como idealizadores e comandantes de presumida tentativa de golpe de estado, sou favorável a continuação dos processos, desde que eles respeitem total e integralmente os ditames da lei brasileira, obedecendo irrestritamente nossa lei processual, dando amplo e total direito de defesa, igualdade para estabelecer-se o devido contraditório, a exigência legal de não inversão do ônus da prova, a eliminação de toda e qualquer politização do caso e o total respeito a tudo que é garantido pela nossa Constituição Federal.

Qualquer coisa fora disso é inaceitável e deve ser repudiado por todos. Quem assim não agir, será conivente com o maior crime constitucional já cometido em nosso país, desde o dia 8 de dezembro de 1968, um dia que não deveria ter existido, pois se assim o fosse, muitos dos problemas que estamos enfrentando hoje, não existiriam.

Como entendo que as revisões dos referidos processos seriam obrigatoriamente realizadas pelo STF, já que não há nenhuma outra instância acima dele, e que isso não irá acontecer, porque é exatamente o STF quem está operacionalizando todos esses desrespeitos às nossas leis, ao devido processo legal e a nossa constituição, o único remédio jurídico legal, efetivo, eficiente e eficaz, capaz de sanar e sanear tais problemas, é a aprovação, no Congresso Nacional de um PL de anistia, então que assim seja. Que se conceda anistia a todos aqueles que tenham sido injustiçados nesses ultrajantes processos.

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Luz da madrugada

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Acordei no meio da madrugada

busquei papel e caneta

algo com que pudesse registrar aquilo que ouvia gritarem aos ouvidos de minha alma

aquela mesma que em diversas ocasiões, duvido existir.

Acordei no meio da madrugada

e me deparei com a escuridão do céu de minha vida

que prestes a amanhecer

ameaça me fazer despertar.

O céu de minha madrugada é límpido.

A lua

ao fundo

brilha distante

na escuridão.

E o céu da madrugada em Gaza

em Mariupol

em Goma

em Porto Sudão…

O céu de minha madrugada é tranquilo.

A lua no fundo de minha alma

distante

brilha

não me deixa na escuridão

mas o céu da madrugada em Gaza

em Mariupol

em Goma

em Porto Sudão

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Sobre a polêmica do dia: a “boniteza” de Gleisi

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Depois de mais uma frase desastrosa do presidente Lula, resolvi repensar a possibilidade de abrir uma empresa para dar consultoria a políticos, assessoria e consultoria de como se portar, comportar, pensar antes de agir e até de como agir.

Vejam o que Lula poderia ter dito, no caso da “boniteza” da Gleisi Hoffmann: Bem pessoal, hoje estou nomeando para o cargo de Ministra das Relações Institucionais, uma das mais competentes e capazes políticas do nosso partido, o PT (o que não é tanta vantagem assim, tendo em vista a grande quantidade de bobagens e asneiras que ela diz e faz). Alguém que já foi senadora e é deputada federal pelo próspero Estado do Paraná (aqui fica claro que ela tem caído de patamar político). Alguém que presidiu nosso partido durante muitos anos e deu a ele muitas vitórias eleitorais (isso não é mentira para o PT, mas não significa que isso tenha sido bom para o Brasil, tendo em vista que nos últimos 24 desastrosos anos, o PT governou o Brasil por 20) . Alguém que tem muito trânsito com os políticos, a sociedade e a imprensa (Papinho furado)…

Ah!… Ia me esquecendo de um outro detalhe importante sobre a Gleisi… Um sujeito grosseiro e boçal, disse recentemente, que no nosso partido, o PT, só tem mulher feia, o que além de não ser verdade, basta ver a imensa quantidade de belas artistas que são de nosso partido, além de ser de enorme e absurda deselegância, para com a ministra Marina Silva, a deputada Maria do Rosário, essa que já foi, anteriormente, vítima deste traste, com a deputada Jandira Feghali, com a governadora Fátima Bezerra e até com a minha cara consorte, a Janja… Agora eu vou calar a boca desse golpista. Diz aí que a Gleisi é feia, diz.

Antes que alguém diga alguma coisa contra mim, quero deixar claro que essa postagem é uma brincadeira, de mau gosto, é verdade, mas não dá para fazer nada além de piada de mau gosto, quando se tem políticos dessa qualidade em nosso país.

Se eu disser que em minha modesta opinião, a única possível saída seria tentarmos o niilismo reconstrutivo, certamente vou obrigar quase que a totalidade dos poucos leitores que terei nesta postagem, recorrer ao Google ou a algum dispositivo de inteligência artificial.

Queria finalizar podendo dizer de quem eu sinto saudade, como nosso presidente, mas nasci em dezembro de 1959 e enquanto vivo, passaram pelo poder Juscelino, Jânio, Mazzilli, Jango, novamente Mazzilli, Castelo Branco, Costa e Silva, uma junta militar formada por Lira Tavares, Rademaker e Márcio de Souza e Mello, Médici, Geisel, Figueiredo, Tancredo (que foi sem ter sido) Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e agora novamente Lula, e eu não consigo ter uma completa saudade de nenhum deles!…

De certa forma, sinto saudade de um pouco de Juscelino, um pouquinho de Castelo, um pouquinho de “Geyzel”, um pouquinho de Figueredo, um pouco de Sarney, um pouquinho de Collor, um pouco de Itamar, um pouco de FHC, um pouquinho de Lula 1, e um pouquinho de Bolsonaro. Se juntar todos esses poucos e pouquinhos, vamos chegar a triste conclusão que todos juntos não dão um presidente inteiro.

Estamos vivendo num tempo para o qual não estamos preparados, ninguém está preparado. Um tempo em que amanhã se dirá um absurdo maior que dissemos hoje para que o absurdo de ontem seja esquecido e continuemos pedalando essa bicicleta de absurdos em que trilhamos nosso caminho.

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Argentina, de quinta a vigésima sexta economia do mundo

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Na tentativa de fugir de nosso Carnaval, cada vez mais parecido com micaretas, fui passar alguns dias em Buenos Aires e aproveitei para tentar saber, o que pensam e sentem os argentinos, sobre a situação política, administrativa e econômica de seu país, que já foi, em tempos idos, das mais importantes e poderosas economias do mundo.

Para quem não sabe, a Argentina figurou entre as cinco maiores economias do , e isso durou em torno de aproximadamente 50 anos, entre 1880 e 1930, numa época que ficou conhecida como a Belle Époque Argentina.

Esse período foi marcado por um crescimento econômico acelerado, impulsionado pela exportação de carne, trigo, milho, lã, couro e outros produtos agropecuários, além de grandes investimentos estrangeiros, especialmente do Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha e Brasil, época em que muitos imigrantes espanhóis e italianos foram atraídos para o país. Esse imigrantes acabaram por formar a base de sua mão de obra e da estrutura de sua sociedade, com forte característica étnica, cultural e social europeia.

Saber disso e ver como hoje se encontra o país nos leva a uma triste e preocupante constatação. O país que já esteve entre os mais ricos do mundo, hoje está quebrado economicamente e dilacerado política e socialmente.

Foi com esses dados ne mente que me joguei nas conversas com as pessoas que em minha opinião são os melhores termômetros de qualquer sociedade, os garçons e os motoristas de taxi.

Diariamente utilizei o serviço de pelo menos seis taxis em meus deslocamentos pela capital Argentina e estive em pelo menos em três restaurantes ou bares da cidade. Fazendo uma conta aproximada, conversei com pelo menos dez pessoas por dia sobre a situação política, social e econômica do país, o que no final do tempo em que ali estive deve ter totalizado algo em torno de 50 conversas sobre o assunto, o suficiente para me dar informação confiável para relatar aqui para vocês.

Sem usar nenhum critério restritamente científico, minhas conversas me fazem crer que 100% das pessoas com quem eu falei estão insatisfeitas com a situação pela qual seu país passa, sendo que 80% delas acredita que já esteve pior e 20%, pensa que está pior agora.

De modo geral, 30% dos argentinos não apoiam o atual governo e as medidas econômicas que ele tenta pôr em prática, sendo que 60% apoiam e 10% não soube se posicionar quanto a isso.

Os motivos pelos quais os 30% não estão satisfeitos com a atual política econômica do governo é pela falta de apoio que essa política dá aos mais pobres. Para algumas pessoas com quem eu conversei, o descontentamento da maioria dos insatisfeitos se deve ao fato de que a política econômica praticada pelo governo anterior dava vantagens para população que não produzia nada. Disseram-me literalmente que “sustentavam vagabundos que viviam às custas do estado, com dinheiro pago pela classe trabalhadora”.

Uma coisa bastante curiosa é que nas conversas que tive, ficou claro que 100% das pessoas com quem falei acham que Milei ou é doido, ou está com problemas mentais ou encena um papel de maluco para fazer algumas coisas absurdas. Curioso é que até as pessoas que apoiam Milei o acham doido.

Perguntei o que eles acham da forma como o atual presidente se manifesta, sobre suas falas, quanto a forma e também ao conteúdo, como por exemplo fez no dia da abertura dos trabalhos legislativos do ano, em discurso no Congresso Nacional Argentino, e todos para quem fiz essa pergunta me responderam que é um absurdo ele agir daquela maneira, mas que preferiam aquele absurdo ridículo que os polidos ladrões que governavam o país antes.

Perguntei para eles quais foram os melhores e os piores governantes que eles se lembravam e a melhor resposta que recebi foi do senhor Said, descendente de libaneses. Ele me disse que se pudesse escolher gostaria que Milei tivesse a elegância, a serenidade e a habilidade do ex-presidente Macri, ou que Macri tivesse a coragem e o desprendimento de Milei.

Nas conversas que tive, notei que até os mais peronistas pensam que os Kirchners são uma praga e que Alberto Fernandes é um entulho político, mesmo aqueles que preferem as políticas assistencialistas praticadas pelos citados políticos.

A cada conversa que tinha mais preocupado eu ficava e mais simpatia pela Argentina, pela sua história e seu povo eu ia desenvolvendo.

Por outro lado, quanto mais eu me informava sobre o sentimento do povo argentino, mais eu descobria sua maior capacidade de entendimento da situação em que se encontram, sua maior capacidade de agir e reagir quanto a ela e me ficava claro que é muito mais fácil que eles possam sair da dificílima situação em que se encontram, que nós brasileiros sairmos da situação em que nos encontramos, que é muito, muito, muito menos ruim que a situação deles.

No final de minhas conversas eu estava moído, alquebrado por ver aquele país com um potencial incrível, com uma capacidade produtiva extraordinária, com um povo aguerrido, instruído, capacitado, um povo realmente preparado para os desafios do progresso, travado por disputas ideológicas rasas, menores e torpes.

Ao deixar a Argentina, saí com a sensação de que Milei é maluco mesmo, mas que apesar de suas boçalidades inconvenientes, ele pode conseguir melhorar, pelo menos um pouco, a vida dos hermanos, e rezei para que alguém menos boçal e idiota que ele possa levar novamente a Argentina a ser um país realmente grande, com uma economia condizente com seu potencial.

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