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Uma jovem de 22 anos, identificada como Leandra, morreu na madrugada dessa terça-feira (30) vítima de overdose, no bairro Bom Jesus, vizinho ao Coroadinho. A moça estava grávida de 7 meses e o bebê que ela gerava também não sobreviveu à intoxicação.
De acordo com uma fonte do blog, Leandra morreu ao inalar uma substância química conhecida como loló-cola, produzida à base de clorofórmio, éter e cola de sapateiro, altamente prejudicial ao organismo. Se consumido por um período prolongado, o entorpecente pode levar a óbito.
Foi justamente o que aconteceu com a jovem gestante, que começou a cheirar o loló-cola à noite, em sua casa, na Rua Juscelino Kubitschek. Por volta das 3h da.madrugada, ela começou a passar mal e foi levada às pressas para a Unidade Mista do Coroadinho, onde deu entrada praticamente sem vida. Após algumas tentativas frustradas de reanimação, foi declarado o óbito. O bebê também não pode ser salvo e nem chegou a ser retirado do ventre da mãe.
O velório e o sepultamento de Leandra foram marcados por profunda comoção, em razão da sua morte prematura, já nos últimos meses de gravidez. Dezenas de familiares, amigos e pessoas.da comunidade acompanharam o sepultamento, realizado na tarde desta quarta-feira (1º).
Proibido até pelo tráfico
Populares ouvidos pelo blog afirmam que o composto químico já matou pelo menos 10 pessoas no Bom Jesus e que por isso sua comercialização foi proibida pelos próprios traficantes da região, pois estava prejudicando a venda de outras drogas, como crack e cocaína.
Por estar vetada no Bom Jesus e arredores, o loló-cola é adquirido em outros locais, como o Bairro de Fátima, segundo revelaram algumas fontes.