O presidente do Diretório Regional do Democratas (DEM), deputado federal Clóvis Fecury (foto), afirmou que o partido pretende manter a mesma influência que vinha exercendo no governo, mesmo com a possibilidade de ser firmada uma aliança entre o PMDB da governadora Roseana Sarney e o Partido dos Trabalhadores (PT). Para Fecury, uma eventual composição entre petistas e peemedebistas só será positiva se não resultar em prejuízo aos demais partidos que compõem a base governista.
O presidente regional do DEM lembrou que PMDB e DEM (antigo PFL) mantêm laços políticos históricos no Maranhão. Por isso, segundo ele, a manutenção da aliança entre as duas siglas é algo natural e deve ser preservada. “O DEM admite uma coligação entre PT e PMDB dentro de um plano maior, que é a reeleição da governadora Roseana Sarney”, assinalou.
Por outro lado, ele observa que em hipótese alguma aceitará que a legenda tenha menos prestígio que o PT no governo. “Nosso partido é o segundo maior da base governista e pretendemos continuar fortes”, sentenciou, acrescentando que essa é uma orientação da Executiva Nacional.
Senado
Em relação à indicação do candidato governista para disputar a segunda vaga ao Senado, ao lado do senador Edison Lobão, Clóvis Fecury salientou que já foi definido pelo grupo o nome do senador Mauro Fecury. “Essa questão já foi fechada há alguns meses. Mudar as regras agora é zerar o jogo”, avaliou. “Por isso, defendemos que os dois candidatos ao Senado pelo nosso grupo devem ser Edison Lobão e Mauro Fecury, já que ambos estão no pleno exercício do mandato”.
Apesar da possibilidade de uma aliança entre PMDB e PT ainda não estar descartada, o presidente regional do DEM diz acreditar que esta já é uma questão superada. “O PT já escolheu a noiva. Por isso, não é de bom tom ao PMDB fazer o papel de amante”, declarou.
Fecury observou que o governo já tem uma base forte e lançou dúvidas sobre o benefício para a candidatura majoritária do grupo da governadora Roseana Sarney de uma eventual aliança com o PT. “O governo tem uma base forte. O PT precisa muito mais da governadora Roseana para viabilizar-se eleitoralmente do que o contrário”, analisou.
Reproduzido de O Estado do Maranhão